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textosO Aikido e a Filosofia Clássica Grega

O Aikido e a Filosofia Clássica Grega

A importância do comportamento e da educação do guerreiro na República de Platão e a semelhança com o Grande Caminho do AiKi.

Sócrates com sua maiêutica, após discutir a justiça com Céfalo, seu filho Polemarco e ainda instigado por Trasimaco, que afirmava que a justiça é simplesmente o interesse do mais forte, e na sequência, ao conferenciar com Adimanto e com Glauco, e assim começar a idealizar o que considera como o verdadeiro Estado ou o Estado saudável, que tem como principal característica, que a felicidade é apenas ter um regime de vida modesta, que por sua vez, contrapõe assim, o que Sócrates considera como um Estado enfermo (já que muitos não se satisfarão com esse regime e necessitarão de todas as demais artes, filhas do luxo), sendo que dessa forma, na concepção do mesmo, a forma de vida como muitas “necessidades” transforma o país de suficiente para acanhado, inclusive destacando “[…] que assim sendo, teremos também necessidade de médicos, que antes nos eram quase desnecessários […]”, acrescido da premissa “[…] que cada indivíduo, sem se intrometer no alheio, nem ter na vida outro objeto, senão o de aperfeiçoar-se na própria arte, senão não servirá para coisa alguma […]”, concepções essas, que se assemelham assim, tanto do que determina a areté da Paideia grega, bem como, o que concebe o Dô ou o “Grande Caminho”, que por sua vez, apesar de aparentemente significar literalmente em seu sentido mais singular, apenas “um caminho”, uma “estrada”, um “canal”, no entanto, deve-se compreender que por extensão, esse conceito leva ao verdadeiro caminho a se seguir, ou seja, o caminho da natureza, da lei da vida ou da lei universal, sendo assim, pode-se compreender que esse conceito está na essência da especulação filosófica japonesa.

Por fim, destaca-se, que a marcha por esse caminho (ou estudo) chama-se Gyo e é representada por duas partes: uma denominada de Zen, e a outra, por um par de linhas verticais (que simbolizam as pernas em marcha), sendo que com isso, o Gyo ou o estudo prático, é uma marcha perpétua, infatigável e forçada para a realização do ser ou discernimento supremo.

Nos países do Extremo-Oriente, o ideal de educação é o Zen (em chinês) ou Zin (em japonês), que nada mais é do que um homem provido do Princípio Único, a habilidade de discernimento supremo da constituição-concepção do universo. Educação é sinônimo de vida livre. (OHSAWA, 1981)

Ideograma da expressão Dô.
道 Dô, o estudo ou caminho pela Filosofia.
Ideograma da expressão ZEN.
禪 ZEN, a marcha pelo caminho, o provimento dos fundamentos.

Referências:
PLATÃO, A República. Tradutor: Albertino Pinheiro. São Paulo: Editora Atena, 1959.
OHSAWA, Georges. A Filosofia da Medicina Oriental. Porto Alegre: Editora Grafosul, 1981.

IDEOGRAMAS. Disponível em:< http://www.jisho.org >.

Rodolfo Reolon
Faixa Preta 6o. Grau de Aikido
Licenciado em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano

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