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A Origem do Budô

O Japão é um país que é reconhecido por diversos aspectos culturais. Sem dúvida, as artes marciais são uma parcela significativa desta cultura. A prática destas artes é também conhecida como Budô, palavra esta que é constituída da raiz bu (em japonês: 武:ぶ), que significa a guerra ou as artes marciais, e do (em japonês: 道:どう), o caminho de sentido ou forma. Porém seu significado vai além da simples tradução de termos, ele abrange aspectos políticos e culturais do país do Sol Nascente.

Podemos dividir as artes marciais japonesas em Koryu (também conhecido como bujutsu) e Budô Gendai. Koryu se refere às artes marciais milenares como kenjutsu (técnica da espada), Iaijutsu (técnica de desembainhar a espada), sojutsu (técnica da lança), kyujutsu (técnica do arco), jujutsu (técnica suave), aikijujutsu (técnica suave com harmonização do ki), além de outras que eram a base do desenvolvimento de guerra japonês e ficaram em evidência até meados do século XIX, período em que ocorreu o Meiji Ishin (Restauração Meiji).

Já o Budô Gendai diz respeito ao que conhecemos como Artes Marciais Japonesas Modernas, como o Aikido, Karatê-do, Judô, dentre outras, criadas durante ou após o Meiji Ishin (1866-1869), época em que ocorreu o fim do Xogunato Tokugawa. O Tokugawa bakufu (徳川幕府) (conhecido também como Edo bakufu – bakufu é o termo japonês para xogunato) foi uma ditadura feudal estabelecida no Japão em 1603 por Tokugawa Ieyasu e governada pelos xoguns da família Tokugawa até 1868.

Com o fim o Xogunato e a estabilização política do Japão a classe guerreira deixou de existir e, assim, nada mais restava das antigas circunstâncias que sustentavam as tradicionais técnicas de guerra. Elas haviam perdido completamente seu propósito original. A nova finalidade foi fundamentar o caráter formador e educacional em detrimento da busca pela eficiência letal. Através do treino das técnicas se cultivaria corpo, a mente e o espírito para o autodesenvolvimento.

Assim, na busca pelo verdadeiro Budô, é preciso considerar seu papel como formador (educador). Estabelecer uma conduta pela qual seja referenciado a outros praticantes, não apenas na qualidade técnica, mas também na forma de agir, pensar e se expressar. Não podemos deixar de lado também a ideia de cultivo ao corpo, mente e espirito. Durante a prática de uma arte marcial é preciso treinar o corpo em todos os aspectos (físico e nutricional), a mente para que encontremos a paz necessária à nossa sobrevivência e o espírito para que possamos encontrar o verdadeiro sentido da vida em nossa passagem por este mundo. Tudo isso deve funcionar em perfeita harmonia. Este é o verdadeiro caminho das artes marciais, este, portanto, é o verdadeiro Budô.

Luciano Giannini é Mestre em Comunicação e Linguagens, professor, psicopedagogo, empresário e faixa preta 3º grau na arte do Aikido.

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